Stress térmico em cães: como reconhecer os sintomas e prevenir o sobreaquecimento
, Através Michael van Wassem, 6 min de leitura
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O stress térmico em cães manifesta-se por ofegar, salivação e apatia. Descubra os sintomas, os primeiros socorros e dicas para evitar o sobreaquecimento no verão.
Num dia quente de verão, um cão pode sobreaquecer em meia hora — especialmente durante um passeio mais intenso ou dentro de um carro que aquece rapidamente. O stress térmico surge quando o cão deixa de conseguir regular a temperatura do corpo a tempo. Os primeiros sinais são ofegar em excesso, salivação e apatia; se a exposição ao calor continuar, isto pode evoluir para um golpe de calor, uma situação de emergência aguda. A seguir explicamos como reconhecer os sintomas, o que fazer de imediato e, sobretudo, como prevenir.
Os cães arrefecem principalmente ao ofegar e, em menor grau, através das glândulas sudoríparas nas almofadas das patas. Este mecanismo é bem menos eficaz do que a transpiração humana. Com temperaturas elevadas, humidade alta ou esforço físico, o corpo não consegue libertar o calor com rapidez suficiente, e a temperatura corporal sobe. Se isto se mantiver, falamos de stress térmico; no pior dos casos, pode ocorrer um golpe de calor, com risco de lesões nos órgãos.
Os primeiros sinais são muitas vezes subtis e por isso passam facilmente despercebidos:
Se a situação piorar, podem surgir sinais mais graves: vómitos, diarreia, andar cambaleante, confusão ou até desmaio. Estes são sinais de golpe de calor.
⚠️ Atenção: um golpe de calor é uma emergência veterinária. Se o cão cambalear, mostrar confusão, vomitar ou perder a consciência, ligue de imediato para o veterinário, mesmo que já esteja a arrefecê-lo a caminho da clínica.
Qualquer cão pode sofrer de stress térmico, mas alguns são mais vulneráveis:
Não existe um limite rígido — o risco depende da humidade do ar, da radiação solar e da condição física do seu cão. Ainda assim, veterinários e organizações de bem-estar animal utilizam algumas regras práticas que pode seguir como orientação:
Andar de bicicleta é mais exigente para um cão do que caminhar: o animal tende a manter um ritmo superior à sua velocidade de trote natural, o que faz a temperatura corporal subir mais depressa. Em caso de dúvida, aplique por isso um limite de temperatura mais baixo para passeios de bicicleta do que para uma caminhada tranquila. Combine sempre a temperatura com o teste do asfalto mencionado anteriormente: mesmo com uma temperatura moderada, o sol pode ter aquecido bastante o pavimento.
Aja com calma, mas rapidamente:
Uma toalha molhada é, nestes momentos, extremamente útil: coloque-a sobre o pescoço, as axilas e a virilha, onde existem grandes vasos sanguíneos perto da pele. Uma Pet-Towel é prática para este fim, porque retém muita humidade e pode ser reutilizada precisamente para isto.
Prevenir é sempre melhor do que remediar quando falamos de stress térmico — e, na maioria dos casos, também é simples.
Para passeios mais longos no verão, é útil escolher com antecedência um percurso com sombra suficiente. Consulte também o nosso equipamento para caminhar com o seu cão se procurar acessórios adequados para levar consigo.
Sim, desde que se atue rapidamente. Quanto mais cedo o cão for arrefecido e mais depressa se consultar um veterinário perante sinais graves, maiores são as hipóteses de uma recuperação total.
Na maioria das raças, isto é desaconselhado: o pelo protege contra queimaduras solares e isola contra o calor. Em caso de dúvida, consulte um salão de tosquia ou um veterinário sobre o que é mais indicado para o tipo de pelagem do seu cão.
Sim. Uma divisão mal ventilada, um carro ao sol ou um jardim sem sombra podem todos provocar stress térmico, mesmo sem o cão ter feito qualquer esforço físico.
É preferível molhar o pescoço, as axilas e a virilha com água fresca e deixar o cão beber com calma. Evite água gelada, pois pode na verdade atrasar o arrefecimento.
O stress térmico em cães começa muitas vezes de forma discreta — ofegar em excesso, salivação e apatia — mas pode evoluir rapidamente para uma emergência. Conheça os fatores de risco do seu cão, ajuste os horários dos passeios à temperatura, garanta sempre água e sombra, e nunca deixe o seu cão sozinho no carro. Tem dúvidas sobre o estado do seu cão? Contacte sempre o seu veterinário.