Stress térmico em cães: reconhecer sintomas, primeiros socorros e prevenção
, Através Michael van Wassem, 7 min de leitura
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O stress térmico pode evoluir rapidamente para um golpe de calor com risco de vida no cão. Saiba como reconhecer os sinais, o que fazer de imediato e como prevenir o sobreaquecimento.
O seu cão começou de repente a ofegar mais depressa do que o normal, parece atordoado ou não quer continuar o passeio? Pode tratar-se de stress térmico. Isto acontece quando o corpo do cão tem dificuldade em controlar a sua temperatura com tempo quente, podendo evoluir rapidamente para um golpe de calor com risco de vida. Abaixo pode ler como reconhecer o stress térmico, o que fazer de imediato e como evitar que o seu cão sobreaqueça.
Os cães libertam calor de forma muito menos eficiente do que as pessoas. Enquanto nós temos glândulas sudoríparas por todo o corpo, o cão só consegue libertar calor através do ofegar e das almofadinhas das patas e do focinho. Com temperaturas elevadas, humidade alta ou esforço excessivo, este sistema pode não ser suficiente. A temperatura corporal sobe então, o que começa como stress térmico e pode evoluir para um golpe de calor: uma emergência em que a temperatura corporal ultrapassa os 41°C e os órgãos podem ficar danificados.
Os sinais iniciais são facilmente ignorados, quando é precisamente nessa altura que agir faz a maior diferença.
Sinais iniciais:
Sinais graves (emergência):
O seu cão apresenta algum destes sinais graves? Trata-se de uma emergência: aja de imediato e contacte um veterinário.
Alguns cães são mais vulneráveis ao stress térmico do que outros:
O seu cão pertence a um destes grupos? Tenha então cuidado redobrado com tempo quente e reduza os passeios e o esforço mais do que faria com um cão médio.
Não tem a certeza se o seu cão tem stress térmico? Aja de imediato seguindo os passos abaixo.
💡 Atenção: perante sinais claros de golpe de calor (sonolência, cambaleio, perda de consciência), cada minuto conta. Continue a arrefecer o seu cão a caminho do veterinário, por exemplo com toalhas molhadas, e telefone com antecedência para que a clínica se possa preparar.
A melhor abordagem é a prevenção. Alguns hábitos simples reduzem consideravelmente o risco.
Não existe um limite fixo válido para todos os cães, mas o risco já aumenta a partir de cerca de 25-27°C, especialmente combinado com humidade elevada, sol forte ou esforço intenso. Cães braquicéfalos, idosos ou com excesso de peso correm risco mesmo com temperaturas mais baixas.
Sim. Um golpe de calor é uma emergência aguda com risco de vida, podendo causar falha de órgãos. A ação rápida e a ajuda veterinária imediata são essenciais.
Não, na maioria dos casos. O pelo isola e protege a pele do sol. Rapar o pelo por completo pode, na verdade, aumentar o risco de queimadura solar. Desembaraçar e escovar regularmente a subpelagem é uma abordagem melhor.
Isso varia muito consoante o cão e a gravidade do sobreaquecimento. Um stress térmico ligeiro recupera muitas vezes com um dia de repouso, enquanto um golpe de calor com danos nos órgãos pode exigir semanas de acompanhamento veterinário. Peça sempre a avaliação de um veterinário.
O stress térmico surge porque o cão tem dificuldade em libertar calor através do ofegar e das almofadinhas das patas. Preste atenção a sinais como ofegar excessivo, apatia e gengivas vermelhas, e trate sintomas graves como sonolência ou cambaleio como uma emergência. Em caso de sobreaquecimento, arrefeça sempre o seu cão com água morna (nunca gelada) e contacte o veterinário. Previna-o passeando nas horas frescas do dia, mantendo água e sombra ao alcance, testando o piso e nunca deixando o seu cão sozinho no carro.
Tem dúvidas sobre o comportamento do seu cão com tempo quente? Contacte sempre o seu veterinário. Na Fidello encontra material prático para ajudar o seu cão a passar o verão em segurança e fresco.